Segue o lockdown em Shanghai; containers com cargas perigosas começam a acumular

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Foto ilustrativ a: Alexander Jungmann / Pixabay


***Atenção: este post já está um pouco antigo foi publicado na sexta-feira, dia 08 de abril. Confira o post mais recente (de 11 de abril) neste link.***

Autoridades chinesas estenderam por tempo indeterminado o lockdown em Shanghai, devido ao contínuo aumento nos casos de Covid no maior polo financeiro do país. A restrição à circulação já tinha sido imposta na semana passada, conforme anunciamos aqui, mas os casos não têm diminuído: segundo a Bloomberg, 21 mil novos casos foram diagnosticados em Shanghai apenas na última quinta-feira (07).

Estamos falando desse assunto neste blog pois Shanghai abriga o porto com a maior movimentação de containers do mundo. As atividades portuárias foram consideradas essenciais e os terminais seguem operando, mas, agora, num esquema de bolha: segundo o South China Morning Post, trabalhadores portuários precisam ficar nos locais de trabalho, sem poder voltar pra casa.

Por mais que o porto esteja funcionando normalmente, seu desempenho está sendo afetado pois os armazéns, depósitos e fábricas da região de Shanghai estão fechados, além de haver diversos obstáculos na circulação dos caminhoneiros que chegam ou vão para outras regiões (como a testagem obrigatória para Covid ou um eventual confinamento antes de sair de cidade).

Com tudo isso, o fluxo de cargas está prejudicado. Em um comunicado divulgado na última quarta-feira (06), o armador japonês ONE afirmou que “…a disponibilidade de caminhões está bastante limitada, e isso tem impedido a liberação de cargas de importação.”

Alguns terminais já têm registrado um grande volume de containers reefer ou com carga perigosa parados em suas dependências. “Devido a restrições operacionais nos pátios, existe a possibilidade de que certas categorias de mercadorias perigosas ou de reefers poderão não ser descarregados dos navios se as quantidades não puderem ser acomodadas”, comunicou a empresa, dizendo ainda que “…a situação tem mudado de forma dinâmica.”

Uma matéria publicada na última quinta-feira (07) no portal The Loadstar mostra que ainda não há uma quantidade significativa de navios omitindo Shanghai, mas que serviços retroportuários já começam a ficar sobrecarregados.

Considerando que a logística internacional é uma enorme cadeia global que precisa que o fluxo de containers aconteça sem sobressaltos nos principais polos portuários do mundo, é de se imaginar que esse tipo bloqueio cause bastante impacto no comércio exterior.

Se, no momento atual, já há alguma indisponibilidade nos serviços de caminhoneiros na região de Shanghai, quando o lockdown acabar e as fábricas e armazéns voltarem com força total, haverá uma forte demanda reprimida que os serviços logísticos provavelmente não conseguirão dar conta.

Ou seja, seria um novo desdobramento da crise atual em que a demanda de serviços logísticos é muito maior do que a oferta disponível. E como o efeito borboleta em comex é real, quem está lidando com os efeitos dessa crise desde o ano passado… ainda vai ter que continuar lidando com eles por mais algum tempo.


Fontes: Bloomberg, South China Morning Post, ONE, The Loadstar, The Maritime Executive, Splash247

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