Dia da Mulher: 5 artigos para pensar sobre comex e inclusão de gênero


Bem mais do que uma ocasião celebrativa que sirva apenas para presentear colegas e familiares com flores e bombons, o Dia da Mulher é também uma data que marca as lutas das mulheres de todo o mundo por uma sociedade mais justa, igualitária e inclusiva.

É importante, neste dia (mas também em todos os outros), refletir sobre o contexto e a sociedade em que estamos inseridos. Por isso, O Container Diário convida seus leitores de todos os gêneros a perguntar às mulheres ao seu redor: “Você já enfrentou alguma dificuldade que você acha que não enfrentaria se você nascesse homem?”

Depois de fazer a pergunta, é importante também ouvir a resposta.

Trazendo essa perspectiva para a nossa área do comércio exterior e da economia internacional, separamos abaixo cinco artigos que podem trazer um pouco mais de informações para o debate a respeito da inclusão de gênero e equidade salarial.

1) “Os ganhos econômicos da inclusão de gênero: bem maiores do que você imaginava”, por Christine Lagarde e Jonathan D. Ostry

(publicado em 2018 no site do Fundo Monetário Internacional)

“Como as mulheres trazem novas habilidades para o trabalho, reduzir as barreiras à participação delas na força de trabalho produz ganhos em termos de produtividade e crescimento resultantes do emprego de mais mulheres maiores do que se imaginava. De fato, nosso exercício de calibragem sugere que, nos países que se situam na metade inferior de nossa amostra em termos de desigualdade de gênero, eliminar a diferença entre os gêneros poderia aumentar o PIB em 35%, em média. Quatro quintos desses ganhos viriam do acréscimo de trabalhadores à mão de obra, mas um quinto dos ganhos decorreria do efeito da diversidade de gênero sobre a produtividade.”

Leia o artigo completo no site do Fundo Monetário Internacional

2) “Representatividade da Mulher no Comércio Exterior e as barreiras existentes em sua trajetória profissional”, por Andrea Tonon

(publicado em 2019 no site Mulheres no Comex)

“É perceptível que a mulher vem se capacitando cada vez mais, se qualificando cada vez mais, e muitas vezes o seu grau de escolaridade chega a ser superior à dos homens, mas mesmo assim o caminho a ser trilhado pela mulher no mercado de trabalho é mais dificultoso, seus salários e cargos são mais baixos em relação aos dos homens.”

“(…) A mulher pode ter alto grau de escolaridade, ter um alto nível de conhecimento, ser capacitada, ser qualificada, mas a todo momento ela tem que provar para a sociedade, provar para seus colegas de profissão, provar aos seus superiores e com quem negocia que ela é capaz. Infelizmente, essa é uma luta diária e constante de cada mulher.”

Leia o artigo completo no site do hub Mulheres no Comex

3) “(Des)igualdade de gênero: qual o papel do comércio internacional?”, por Andrezza Fontoura e Verônica Prates

(publicado em 2018 no site Comex do Brasil)

“São também diversos os estudos que indicam que desigualdade de gênero não diz respeito apenas às mulheres, mas à sociedade como um todo, limitando direta e indiretamente desde o crescimento de empresas ao desenvolvimento socioeconômico de países. (…) De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), reduzir as desigualdades de gênero em 25% até 2025 poderia liberar 5,8 trilhões de dólares para a economia global e aumentar as receitas fiscais.”

“(…) Embora as mulheres brasileiras já alcancem nível de formação superior ao dos homens, ocupamos apenas 37,8% dos cargos gerenciais em 2016, comparados a 39,5% em 2011 – uma queda de 1,7 ponto percentual em cinco anos. Em 2016, a média de rendimento dos homens no Brasil foi de R$ 2.306, enquanto das mulheres foi de R$ 1.764 – em média, 76,5% do montante recebido pelos homens.”

Leia o artigo completo no site Comex do Brasil

4) “Por que o Brasil deveria reforçar as cláusulas de gênero nos acordos comerciais”, por Paula Tavares e Renata Amaral

(publicado em 2020 no site da Época Negócios)

“Evidências mostram que melhores oportunidades econômicas para as mulheres contribuem para a economia e o crescimento sustentável. Por outro lado, a economia global, e dos países, sofre prejuízos enormes em razão das desigualdades de gênero. Um estudo recente do Banco Mundial estima que a desigualdade de gênero custa US$ 160 trilhões à economia global em termos de perdas em riqueza de capital humano.”

“E um relatório de 2015 do McKinsey Global Institute mostrou que, se houvesse igualdade das mulheres no mercado de trabalho, o PIB global ganharia uma média de US$ 12 trilhões até 2025. O relatório é categórico em afirmar que “se as mulheres – que representam a metade da população em idade produtiva em todo o mundo – não alcançam seu potencial econômico total, a economia global como um todo sofre”. É fato: a igualdade de gênero contribui para o crescimento econômico e a maior competitividade, e hoje é tida claramente como uma questão de economia inteligente.”

Leia o artigo completo no site da Época Negócios

5) “O impacto das exportações no diferencial de salários entre gêneros no Brasil”, por Igor Granitoff e Silvio Hong Tiing Tai

(artigo acadêmico publicado em 2021 na revista Economia Aplicada, da USP)

“O comércio internacional apresenta impacto ambíguo e difuso na condição salarial da mulher no Brasil. Por um lado, a mulher que trabalha no setor exportador ganha mais que a mulher que trabalha no setor não exportador, melhorando a situação da mulher em termos absolutos. (…) Por outro lado, ele aumenta a desigualdade salarial de gênero em favor do homem no setor exportador, piorando a situação relativa da mulher quando comparado com o setor não exportador.”

“(…) Verificou-se que, para o Brasil como um todo e para a grande maioria das regiões analisadas, a exportação não se configurou como uma característica favorável às trabalhadoras, de forma que o diferencial de salários ficou ainda mais significativo. (…) Esse resultado é robusto ao detalhamento dos tipos de destinos na análise. Mesmo as funcionárias que trabalhavam em firmas exportadoras para países com maior grau de desenvolvimento ganham menos do que os homens.”

Leia o artigo completo na revista Economia Aplicada

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