Maersk antecipa em dez anos a meta de se tornar neutra em carbono

Foto: Divulgação


Em um comunicado oficial divulgado na última quarta-feira (12), a Maersk pegou o mercado de surpresa ao afirmar que estava antecipando, em DEZ anos, a sua meta de se tornar neutra em carbono em todos os níveis de operação da empresa.

O objetivo agora não é mais zerar todas as emissões até o ano de 2050, mas sim até 2040.

E “todos os níveis de operação” significa: marítimo, terminais portuários, contract logistics (depósitos e armazéns), cadeia fria e até o modal aéreo, no qual a gigante dinamarquesa embarcou nos últimos anos.

Para alcançar essa meta bastante ousada, a Maersk divulgou uma série de objetivos menores que devem ser atingidos nos próximos anos – como, por exemplo, já em 2024, estar operando doze navios neutros em carbono e com capacidade para 16.000 TEUs cada.

Para 2030, a companhia planeja estar completamente alinhada com as recomendações da Science Based Targets initiative (“Iniciativa para objetivos baseados na ciência”, numa tradução livre), que busca limitar o aquecimento global a 1,5ºC.

Isso inclui reduzir em cerca de 50% as emissões de gases de efeito estufa no modal marítimo e em 70% as emissões nos terminais de propriedade da Maersk. Dessa forma, o grupo deixaria de emitir até cinco milhões de toneladas de CO2 por ano – ainda em 2030.

Detalhe das metas estabelecidas. Clique aqui para ver em tamanho maior


“Como um provedor global de logística de porta-a-porta em todos modais de transporte, é um imperativo estratégico que a Maersk estenda as ambições de emissão zero para todo o espectro da nossa estrutura de negócios”, disse Soren Skou, CEO da companhia.

“A ciência é clara: nós precisamos agir agora para entregar um progresso significativo ainda na década atual. Esses objetivos ambiciosos marcam nosso comprometimento com a sociedade e com nossos muitos clientes que estão exigindo uma cadeia de suprimentos neutra em carbono”, concluiu.

A meta é ainda mais ousada por considerar também as emissões indiretas – como as de empresas terceirizadas, contratadas para transporte terrestre e para a construção de navios, que também precisarão ser neutras em carbono.

“Vencer esse desafio irá exigir uma grande análise de dados e muita colaboração junto aos fornecedores locais e regionais de produtos e serviços em toda a estrutura de negócios”, diz o comunicado. Clique aqui para ler na íntegra (em inglês).


Fonte: Maersk

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