Maersk encomenda oito navios neutros em carbono para entrega em 2024

Foto: Divulgação / Maersk

Depois de ter anunciado o fechamento do contrato de combustível para o seu primeiro navio neutro em carbono, a Maersk voltou com mais novidades nessa semana: em um comunicado divulgado à imprensa na última terça-feira (24), a gigante dinamarquesa informou ter encomendado a construção de oito navios novos – todos com a capacidade de operar com metanol neutro em carbono.

Os navios terão uma capacidade nominal de 16 mil TEUs e serão construídos pela Hyundai Heavy Industries (HHI). O primeiro deles tem previsão de entrega e início de operação no primeiro trimestre de 2024.

Esses navios irão substituir embarcações antigas que ainda operam com os combustíveis tradicionais: dessa forma, segundo a Maersk, cerca de um milhão de toneladas de gás carbônico deixarão de ser emitidas na atmosfera anualmente.

“A hora de agir é agora, se nós quisermos resolver a questão climática na indústria do transporte”, disse Soren Skou, o CEO da Maersk. “Essa encomenda mostra que soluções neutras em carbono já estão disponíveis para os navios de container, e mostra também que estamos comprometidos com o crescente números de nossos clientes que estão querendo descarbonizar suas cadeias de suprimentos”, afirmou.

O valor do contrato com a HHI é de cerca de 1,4 bilhão de dólares, segundo o site Offshore Energy. Após a entrega das oito unidades, o acordo prevê a opção para a encomenda de mais quatro navios em 2025.

Os motores virão com tecnologia dual-fuel, podendo operar também com combustível com baixo teor de enxofre, no caso da indisponibilidade de metanol.

É uma iniciativa muito interessante da parte da Maersk, no sentido de que isso poderá estimular tanto a concorrência como os demais elos da cadeia logística a olharem com muito mais atenção para os combustíveis ditos “limpos”.

No entanto, será um desafio enorme para a maior transportadora de containers do mundo encontrar metanol neutro em carbono em quantidade suficiente para alimentar esses oito navios. Ao mesmo tempo, especialistas já afirmam que priorizar o metanol, em vez de apostar na amônia, pode ser uma estratégia arriscada.

O site The Loadstar publicou dois artigos com diversas considerações nesse sentido e valem a sua leitura, se você se interessar pelo assunto (ambos em inglês):

Maersk thrusts methanol into the limelight as maritime’s transition fuel
Maersk orders fleet of eight green methanol dual-powered box ships


Fontes: Maersk, Offshore Energy, The Loadstar

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